13/07/2026
Entenda a armadilha de custos que está sendo armada para o dia 1º de janeiro de 2027:
1. A queda automática do IPI: O IPI vai ter suas alíquotas reduzidas a zero em 2027, com exceção dos produtos industrializados na Zona Franca de Manaus. Isso já está promulgado na Constituição e não depende de nenhuma nova votação para acontecer.
2. O atraso político do novo imposto: Para substituir essa arrecadação, o governo criou o novo Imposto Seletivo (o "imposto do pecado"). O problema é que as alíquotas exatas que você vai pagar precisam ser definidas por uma Lei Ordinária, que exige intensa negociação e aprovação de deputados e senadores. Com a pauta política travada, o tempo para essa lei ser sancionada com a antecedência devida está se esgotando.
3. Custo puro de última hora: Se as alíquotas forem empurradas e aprovadas de forma atropelada, você ficará sem tempo para planejar a sua precificação. A regra já cravada é implacável: o Imposto Seletivo incide uma única vez e é expressamente proibido aproveitar qualquer crédito dele. Ele é custo puro e integral na sua operação.
Se o governo atrasar a definição do seu imposto, é a sua empresa que não terá tempo hábil de repassar o custo para o cliente.
Você já está fazendo simulações financeiras para proteger a sua margem de lucro caso essa nova alíquota venha mais alta do que o esperado? Comente aqui embaixo!