27/08/2026
Há uma diferença prática entre empresas que fecham o ano em Janeiro e empresas que fecham o ano em Abril. A diferença raramente está na equipa de contabilidade — está no que foi feito em Agosto.
O fecho do primeiro semestre não é uma obrigação declarativa. É o momento em que ainda há margem para corrigir sem pressão de prazo. Três contas concentram a maior parte do trabalho:
→ Caixa e depósitos. Reconciliação de todas as contas bancárias, incluindo as que já não são usadas. Um saldo de caixa elevado e imóvel há vários meses é, na esmagadora maioria dos casos, um conjunto de registos por regularizar — e é uma das primeiras rubricas a ser questionada em procedimento de inspecção.
→ Dívidas de clientes. Mapa de antiguidade de saldos e identificação do que está vencido há mais de um ano. O tratamento das dívidas de cobrança duvidosa exige documentação e decisão; feito em Dezembro, é feito a correr.
→ Suprimentos e conta de sócios. Entradas e saídas entre a sociedade e os sócios precisam de suporte documental e de enquadramento definido. É, com frequência, o ponto mais frágil de um dossier fiscal.
A estas três acrescentam-se, com menos peso mas igual utilidade, a conferência de inventários, a revisão das depreciações do período e o confronto entre o IVA dedutível registado e o efectivamente declarado.
Nenhum destes trabalhos é urgente em Agosto. É precisamente por isso que compensa fazê-los agora.