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14/12/2025
O QUE É FIDCs? Você sabe para que serve?Entendendo as FIDCs em alguns passos: como nós podemos auxiliar no seu controle ...
17/05/2022

O QUE É FIDCs? Você sabe para que serve?
Entendendo as FIDCs em alguns passos: como nós podemos auxiliar no seu controle de fluxo de caixa?
Uma das funções das FIDCs é auxiliar as empresas a conseguirem fazer um controle eficaz do fluxo de caixa. Mas como isso é possível?
Já tratamos aqui, em outras oportunidades, da importância de manter o fluxo de caixa controlado, acompanhado de perto, para enfrentar imprevistos, quando não puderem ser evitados. Isso é o que faz a gestão financeira ser realizada com eficiência.

Um bom fluxo de caixa também proporciona ao empreendedor a possibilidade de se programar melhor, para realizar investimentos que vão auxiliar na manutenção ou expansão do negócio.

Dentre as muitas opções do mercado, uma tem surgido com mais destaques nos últimos tempos e merece atenção especial, que são os FIDCs – Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, também chamados de Fundos de Recebíveis.

Vamos destrinchar cada uma dessas letras para compreender melhor como funciona e de que maneira pode ser útil ao seu negócio.

O que é um FIDC?
O FIDC é um fundo de investimento de renda fixa.

Como qualquer fundo de investimento, agrega um grupo de investidores, os cotistas, com o objetivo de obter ganhos financeiros através de uma carteira diversificada. Um administrador é pago pelos cotistas para gerenciar os recursos do fundo, que pode ser de renda fixa ou variável.

Os fundos de renda variável são compostos por papéis que apresentam mais risco, como ações, sujeitas a muitas oscilações do mercado; podem oferecer ganhos maiores, mas também perdas igualmente grandes.
Os fundos de renda fixa apresentam menor rendimento, mas oferecem maior estabilidade para o investidor, que em geral sabe exatamente qual será o seu retorno no momento da aplicação.
O FIDC está entre os fundos de renda fixa, sendo portanto um investimento conservador. O FIDC pode ser constituído como um condomínio aberto – quando os cotistas podem pedir o resgate de suas cotas de acordo com as normas do Fundo – ou fechado, quando as cotas só podem ser resgatadas ao final do fundo.

Mas o que são os Direitos Creditórios?
Consistem em todos os direitos que uma empresa tem de receber recursos, seja em parcelas de crediário, cheques, pagamentos parcelados de cartão de crédito, aluguéis, duplicatas.

Vamos imaginar um exemplo real: digamos que uma loja realize uma venda e o cliente pague com o cartão de crédito. A loja tem a receber, daqui a 30 ou 40 dias o valor dessa compra – esse é, portanto, um recebível. Se esta loja precisar dessa quantia antes do prazo acordado para o pagamento, ela pode transformar essa dívida do cliente em um título negociável, que é vendido por um valor mais baixo. A loja repassa os direitos creditórios dessa operação. Quando o pagamento for realizado, vai para quem comprou o título, e não para a loja. O processo é conhecido como securitização. E aplica-se não apenas ao comércio, mas também a imobiliárias, financeiras, operações industriais etc.
Os FIDCs são, portanto, fundos de investimento cujas carteiras são compostas em pelo menos 50% de direitos creditórios. Enquanto outros fundos aplicam em moedas, ações, imóveis, títulos públicos, por exemplo, os FIDCs aplicam em títulos de créditos formados por contas a receber de empresas.

São regulamentados pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e, em geral, possuem rendimento superior a outros fundos de renda fixa por serem ainda um mercado em expansão e pelos riscos próprios dos direitos creditórios.

Voltando ao exemplo da loja: quando ela repassa seus recebíveis para um fundo, ela é chamada de cedente; o cliente que fez a compra é denominado de sacado (que pode ser pessoa física ou jurídica). Em geral, o sacado é avisado que a dívida foi cedida a outra empresa.
Os FIDCs apresentam, portanto, uma boa alternativa de investimento, para aqueles que se tornam cotistas. Mas não estão disponíveis para qualquer investidor: é preciso ser um investidor profissional, certificado pela CVM, ou participar de clubes de investimento.

Vantagens para o fluxo de caixa
Os FIDCs são atraentes para os cedentes, que encontram uma opção segura e acessível para antecipar recursos e manter o fluxo de caixa.

Entre as muitas vantagens, a primeira delas está em não precisar recorrer aos bancos, ou seja: diminui imensamente a burocracia e as taxas, como sempre acontece quando os bancos deixam de ser intermediários nas transações financeiras.

Estão isentos, por exemplo, de IOF (que voltou a ser cobrado no final de novembro de 2020). Também não existe a necessidade de reciprocidades bancárias, que tornam as operações mais onerosas e engessam as possibilidades financeiras de uma empresa.

As empresas que oferecem a possibilidade de antecipar recebíveis em geral são modernas, desburocratizadas, com estrutura operacional que utiliza tecnologia de ponta.

Tendem a facilitar e agilizar os processos, feitos em grande parte on-line, sem a necessidade de assinaturas, apresentação de documentos etc. Tudo isso se traduz em taxas mais atraentes, comparadas com o que o sistema bancário oferece.

Dessa forma, os FIDCs geram economia fiscal ao lidar com uma estrutura simples, isenta de tributos intermediários, diferentemente dos tradicionais empréstimos bancários.

Isso abre um mercado novo para pequenos e médios negócios, que passam a ter acesso mais rápido e barato ao crédito. E proporciona ainda algo fundamental para uma economia bem desenvolvida: competitividade.

Os desafios de manter o fluxo de caixa organizado
A necessidade de manter o fluxo de caixa tornou-se um desafio ainda maior nos últimos tempos, com a menor circulação de pessoas e também de capital.

Para as empresas, a negociação de folha de pagamentos, redução de jornada, negociação com fornecedores são opções viáveis, mas que, de uma forma ou de outra, prejudicam o fluxo de caixa e postergam a dívida, que permanece no horizonte.

Nenhuma delas traz recursos para o caixa rapidamente como na securitização, que disponibiliza um capital que já pertence à empresa, e pode evitar o efeito bola de neve tão temido pelos empresários endividados.

Com o fluxo de caixa ajustado, ou seja, em equilíbrio entre entradas e saídas, receitas e despesas, podemos manter os compromissos assumidos com fornecedores e outros compromissos financeiros, evitar o pagamento de juros de empréstimos bancários e até mesmo investir – em ampliação, infraestrutura e novos equipamentos.

Muitas vezes esses investimentos não podem ser adiados, pois vão proporcionar um faturamento maior, gerando mais lucro e liquidando dívidas.

Portanto, uma situação em que se justifica a recorrer à antecipação de variáveis, através de um FIDC. Uma alternativa ideal para pequenos e médios empreendedores, mas disponível para todos que precisam ampliar seu limite de crédito.

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Continue acompanhando o nosso blog para entender mais a fundo como funcionam as FIDCs e acompanhar dicas e novidades sobre o mercado financeiro e como nós podemos ajudar pequenas, médias e grandes empresas.

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