30/07/2026
Se você atende como PJ na área da saúde pelo Simples Nacional, a hora de planejar o impacto da Reforma Tributária é agora.
A partir de 2027, haverá dois caminhos para recolher os novos tributos (IBS e CBS).
A escolha oficial acontece em setembro, mas a estratégia para evitar prejuízos precisa ser desenhada desde já. Tudo vai depender de quem paga a sua nota fiscal:
No primeiro caminho, IBS e CBS continuam dentro do DAS, a guia única do Simples. É o que acontece automaticamente com quem não fizer nada em setembro.
No segundo, chamado de regime regular, esses dois tributos saem da guia única e passam a ser recolhidos por fora. O restante dos impostos continua no Simples normalmente.
Por que isso muda tanto de um médico para outro: o novo sistema funciona por crédito. Quem recebe a sua nota abate no próprio imposto o crédito que você transfere. Dentro da guia única esse crédito é menor.
Então, se você fatura contra hospital, clínica ou operadora, o seu serviço pode custar mais caro para quem te contrata do que o de um colega que optou pelo regime regular. Já quem atende direto o paciente pessoa física não tem ninguém aproveitando crédito na ponta, e nesse caso sair da guia única costuma signif**ar mais obrigação acessória sem retorno.
Prazos que valem anotar, segundo a Resolução CGSN nº 186/2026:
A opção feita em setembro produz efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027 e vale para o primeiro semestre.
Quem optar pelo regime regular pode cancelar até o último dia de novembro de 2026. Depois disso a decisão é irretratável.
Quem perder a janela de setembro terá nova oportunidade em março de 2027, com efeito apenas no segundo semestre.
A análise correta começa pela sua carteira de tomadores: quanto do seu faturamento vem de pessoa jurídica e quanto vem direto do paciente. Essa resposta indica o caminho antes de qualquer simulação de alíquota.
Está em dúvida sobre qual regime escolher para a sua PJ médica? Comenta aqui “PJ” ou chama no direct que a gente analisa o seu caso.