31/07/2026
🛒 No supermercado, a reforma tributária não começa no faturamento. Começa no caixa.
Boa parte do que se fala sobre a reforma tributária trata da nota fiscal de venda. Mas a exigência dos campos de IBS e CBS alcança também a NFC-e, o cupom emitido no ponto de venda.
Para um supermercado, a diferença é grande. Nota rejeitada é problema de faturamento e se resolve no escritório. Cupom rejeitado é fila parada, com o cliente na frente do operador de caixa.
E tem uma mudança maior por trás disso, que quase ninguém está comentando. Durante anos, um item cadastrado errado podia ser ajustado depois, fora da loja, antes de virar problema. No modelo novo o imposto é calculado por item, destacado no próprio cupom, e o crédito de quem compra depende daquele documento. A correção posterior deixou de resolver. O erro sai vivo, no caixa, e f**a.
⚠️ O gargalo, portanto, não é o sistema. Atualizar o emissor depende do fornecedor e costuma ser rápido. O trabalho pesado é o cadastro de produtos, porque agora a classif**ação de cada item define a tributação dele. A NCM deixou de ser apenas o código da mercadoria e passou a determinar se um produto entra na cesta básica nacional com alíquota zero, se tem redução, ou se paga alíquota cheia. Um supermercado tem entre dez e vinte mil itens cadastrados.
➡ Na prática, o erro se parece com isto: pão cadastrado com descrição de refrigerante e alíquota trocada. O cupom sai, a venda acontece, e a carga de imposto vai errada. A menor, e sobra exposição a fiscalização. A maior, e o preço na gôndola f**a acima do concorrente sem ninguém perceber.
Revisar cadastro de produto não é tarefa de fim de semana. É trabalho item a item, e quanto maior a loja, mais longo.
🦁 Nosso time de especialistas atende supermercados, padarias e confeitarias. Chame a gente no WhatsApp.
--