07/07/2026
As atualizações da NR-1 ampliaram a atenção das empresas para um tema que vem ganhando cada vez mais relevância: os riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
Diferentemente dos riscos físicos, químicos ou biológicos, os riscos psicossociais estão relacionados à forma como o trabalho é organizado, distribuído e executado dentro da empresa. Jornadas excessivas, sobrecarga de tarefas, metas incompatíveis, ausência de autonomia, falhas de comunicação, conflitos interpessoais e situações de assédio são alguns exemplos frequentemente associados ao tema.
A norma não apresenta uma lista fechada de fatores de risco. Cada empresa deve avaliar sua própria realidade, considerando atividades, estrutura organizacional, equipes e condições de trabalho dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
A análise pode envolver entrevistas, observação do ambiente de trabalho, indicadores de afastamentos, rotatividade, avaliações ergonômicas e informações relacionadas à saúde ocupacional dos colaboradores.
Além da questão humana, o tema também possui impactos financeiros e legais. A falta de atenção aos riscos psicossociais pode contribuir para o aumento de afastamentos, ações trabalhistas, custos previdenciários e problemas de conformidade.
Por isso, a participação integrada entre Recursos Humanos, Saúde e Segurança do Trabalho, setor jurídico e contabilidade torna-se fundamental para garantir uma gestão preventiva e alinhada às exigências atuais.