17/08/2026
mo o pagamento dividido pode afetar caixa, liquidez e capital de giro das empresas?
A implementação do split payment, mecanismo previsto na Reforma Tributária do consumo, deve mudar a forma como as empresas administram o fluxo de caixa. O sistema permitirá que a parcela correspondente ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) seja segregada no momento da liquidação financeira da operação.
Na prática, o mecanismo fará com que parte do valor pago seja destinada diretamente ao recolhimento dos tributos, enquanto a empresa recebe o valor líquido da operação. A mudança pode reduzir a disponibilidade imediata de recursos e exigir uma nova estratégia de gestão do capital de giro.
Embora o split payment não represente, por si só, aumento da carga tributária, o mecanismo altera a dinâmica financeira das empresas e o momento em que os recursos ficam disponíveis para utilização.
Como o mecanismo pode afetar o caixa das empresas?
Atualmente, dependendo do regime e da operação, a empresa pode receber o valor integral de uma venda e ter um prazo posterior para recolher os tributos. Nesse intervalo, os recursos podem permanecer temporariamente no caixa e contribuir para o financiamento das atividades.
Com o split payment, essa disponibilidade tende a ser reduzida.
Em uma operação hipotética de R$ 100 mil, por exemplo, se determinada parcela corresponder aos tributos, o valor destinado ao IBS e à CBS poderá ser separado no momento da liquidação, fazendo com que a empresa receba apenas o montante líquido.
Dessa forma, o principal impacto está na liquidez e no capital de giro, e não necessariamente na rentabilidade ou no aumento da carga tributária.
Fonte: portal contabeis
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