25/06/2026
Quando a taça for erguida na Copa do Mundo 2026 nos EUA, a festa vai ser grande, mas o Leão também vai junto na comemoração de qualquer maneira!
Enquanto todo mundo acompanha os jogos, um tema tributário sério está fora dos holofotes: os jogadores da seleção campeã podem pagar quase metade do prêmio do título em impostos.
Entenda como funciona esse cenário:
🔴 A FIFA não conseguiu aprovar isenção fiscal ampla nos EUA, ao contrário do que aconteceu em edições passadas em outros países.
🔴 Das 48 seleções, apenas 18 não sofrerão bitributação. A maioria das grandes favoritas ficou de fora desse grupo.
🔴 O imposto federal americano retém de cara 30% na fonte sobre pagamentos a entidades estrangeiras.
🔴 Cada estado cobra ainda a sua parte: de 3% (Indiana, Ohio) a 13% na Califórnia, sendo que a final é em Nova Jersey, com uma taxa de 10,75%.
🇧🇷 E se o Brasil for o campeão? Se a nossa Seleção trouxer o título, a mordida é dupla. Quando a CBF receber a bolada e repassar os prêmios aos jogadores aqui no país, incide mais IR nacional, que pode chegar a 30%. No fim das contas, quase 48% da premiação total do título brasileiro ficaria retida só nos EUA.
🌍 E se o campeão for outro país? Para qualquer outra seleção que vença e não tenha acordos internacionais, a lógica é a mesma: os atletas pagam imposto nos EUA e depois o imposto local de seus países ao receberem o repasse das federações. A grande exceção são times como a Inglaterra, que ficariam isentos da bitributação porque o país deles tem um tratado bilateral forte com os EUA.