26/08/2026
A minha Umbanda é feita de perguntas, descobertas e caminhos que continuam se abrindo diante de mim.
Ela não me entrega tudo pronto. Ela me convida a estudar, viver, experimentar e buscar.
A minha Umbanda é a parte do mistério que a minha cabeça consegue compreender, que o meu coração consegue acolher e que a minha vida consegue praticar.
Por isso, a minha Umbanda é minha, mas não me pertence.
Ela também está no outro. Está naquele que canta diferente, que firma diferente, que aprendeu de outra maneira e encontrou outra forma de se relacionar com o sagrado.
A minha Umbanda não precisa ser a sua para que as duas sejam Umbanda.
Cada terreiro manifesta uma parte. Cada umbandista carrega uma experiência. Nenhum de nós consegue conter o todo, porque a Umbanda é maior do que os nossos conceitos, costumes e certezas.
A minha Umbanda tem fundamento, mas também tem movimento. Tem tradição, mas continua viva. Tem estudo, experiência, entrega e mistério.
Quanto mais aprendo sobre ela, mais percebo o quanto ainda tenho para aprender.
A minha Umbanda me ensina a respeitar o caminho do outro sem abandonar o meu. Ensina que diferença não precisa significar distância e que podemos caminhar juntos mesmo quando nossas experiências não são iguais.
Existe uma Umbanda para cada umbandista porque existe uma cabeça, uma história e uma relação com o sagrado dentro de cada pessoa.
A minha Umbanda é aquela que me acolheu, me ensinou e deu sentido à minha caminhada.
É a Umbanda que eu estudo.
É a Umbanda que eu vivo.
É a Umbanda que eu amo.
E, justamente por amá-la, continuo permitindo que ela me ensine, me transforme e me mostre que sempre existe algo além daquilo que penso saber.
Gratidão, Axé, Aho, Saravá, Namastê, Shalom, Amém! 🌺