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Padronização de Frotas, Otimização e a Era dos Autônomos"Nenhum caminhão autônomo ou elétrico vai corrigir um processo a...
30/07/2026

Padronização de Frotas, Otimização e a Era dos Autônomos

"Nenhum caminhão autônomo ou elétrico vai corrigir um processo analógico mal desenhado na frente de lavra."

A indústria da mineração vive uma transição fascinante: o avanço dos veículos autônomos (AHS) e da eletromobilidade em frotas pesadas. Mas a verdade nua e crua do chão de fábrica é que a tecnologia de ponta só entrega o ROI prometido se a base do processo for impecável.

Olhando para uma frota bem padronizada — combinando a mecânica robusta dos MB 2635 e 2638 com a alta capacidade operacional dos Axor 3340 e 4140 —, a otimização da entrega passa por fundamentos que não mudam, seja o veículo a diesel ou 100% elétrico:

* Padronização Tática: Manter sinergia de montadora e modelos reduz o custo de estoque crítico, otimiza o tempo de diagnóstico na manutenção e simplifica o treinamento de operadores.

* Otimização do Tempo de Ciclo: Acelerar nas rampas não reduz o custo por tonelada ($R\$/t$). O que reduz é calibrar o Match Factor entre o equipamento de carga e o de transporte para erradicar a fila na moega do britador.

* A Ponte para o Futuro (Elétricos e Autônomos): Frotas elétricas exigem gestão rígida de rampa e frenagem regenerativa. Frotas autônomas exigem rotas sem desvios e praças impecáveis. Ou seja: o rigor de processo que otimiza os nossos Axor e Bicudos hoje é exatamente o mesmo rigor exigido pelos algoritmos de amanhã.

Antes de buscar a automação do futuro, certifique-se de que a padronização e o fluxo da sua operação atual estão operando na máxima eficiência.

Sua operação já está preparando os processos de campo para a chegada das frotas elétricas e autônomas, ou o foco ainda está em estancar os gargalos do ciclo tradicional?

O Retrovisor da Mina"O que você enxerga no retrovisor enquanto a co**ha da escavadeira carrega a caçamba do seu caminhão...
29/07/2026

O Retrovisor da Mina

"O que você enxerga no retrovisor enquanto a co**ha da escavadeira carrega a caçamba do seu caminhão?"

Para quem vê de fora, essa foto registra apenas o momento de carregamento de uma Volvo EC360BLC na bancada da mina. Para mim, olhar por esse retrovisor é repassar mentalmente anos de uma trajetória que conecta o campo ao escritório estratégico.

A gestão de alto nível em mineração e infraestrutura não se constrói apenas em salas de reunião; ela é lapidada no poeirão da lavra:

* Do Campo ao Escritório: Sentir o impacto da co**ha na caçamba e o comportamento do solo ensina o que nenhuma planilha de viabilidade consegue mostrar sozinha. É essa vivência que dá precisão na hora de fazer a prospecção de novas jazidas e montar um CapEx realista.

* Segurança e Cultura de Campo: A visão do retrovisor reforça a regra nº 1 da mina: o cinto de segurança, o checklist rigoroso e o ângulo de visão do operador. A cultura de zero acidente nasce do exemplo diário no pé da bancada.

* Manutenção Preditiva: Escutar o barulho do motor e o ritmo de escavação é o primeiro indicador de saúde do ativo. Prevenir a falha na bancada custa uma fração do que reparar uma máquina parada no gargalo da produção.

* Desenvolvimento de Pessoas: Ninguém opera uma mina sozinho. Treinar operadores, capacitar equipes de manutenção e alinhar a visão da engenharia com o time do chão de fábrica é o que transforma horas-máquina em resultado sustentável no DRE.

A melhor decisão estratégica do gestor no escritório é aquela que respeita a realidade de quem está com a máquina no campo.

Quanto da sua rotina de liderança hoje é dedicada a olhar para a operação no campo para embasar as decisões do escritório?

O que não é medido na mina, vira custo invisível no financeiro.Na mineração, a diferença entre o lucro e o prejuízo muit...
04/06/2026

O que não é medido na mina, vira custo invisível no financeiro.

Na mineração, a diferença entre o lucro e o prejuízo muitas vezes está escondida em detalhes operacionais que passam despercebidos sem os indicadores certos. Não basta saber quanto foi extraído; é preciso entender a eficiência de cada etapa do processo.

Como profissional que transita entre a engenharia e a gestão financeira, vejo que muitos gestores ainda sofrem com o "excesso de dados e a falta de informação". Ter pilhas de planilhas não é o mesmo que ter controle.

Para transformar a operação em um centro de eficiência, foco em KPIs que realmente movem o ponteiro do negócio:

* Disponibilidade Física e Utilização: Quanto tempo sua frota está realmente produzindo versus o tempo em manutenção?

* Custo por Tonelada: O indicador definitivo que une a eficiência da extração, carga e transporte ao impacto direto no fluxo de caixa.

* Aderência ao Plano de Lavra: Estamos minerando o que foi planejado ou gerando passivos futuros?

Eu recomendo que não apenas acompanhe esses números, mas utilize ferramentas como Power BI e processos de ETL avançados para integrar dados vindos diretamente do ERP (como Totvs, SAP, Minerion ou mesmo Omie) e da operação. O resultado serão dashboards em tempo real que permitem corrigir rotas antes que o desvio se torne um prejuízo no fechamento do mês.

A mineração moderna não aceita mais a gestão por "feeling". Ela exige precisão técnica e visão analítica.

Qual é o KPI que você considera mais crítico na sua operação hoje e por que ele é o seu maior desafio?

R$ 1 Milhão em Crédito: SAC, Price ou Consórcio? (A Planilha Não Mente)Na captação de recursos financeiros para ativos i...
03/06/2026

R$ 1 Milhão em Crédito: SAC, Price ou Consórcio? (A Planilha Não Mente)

Na captação de recursos financeiros para ativos imobiliários: se você decidir o modelo de crédito olhando apenas para o valor da primeira parcela, você está deixando margem operacional na mesa.

Abri os dados de um estudo comparativo real feio no "nosso queridinho" Excel para cruzar as três principais forças do mercado de crédito de longo prazo: Tabela SAC, Tabela Price e Consórcio (com base na estrutura da Ademicon).

Quando jogamos os gráficos de evolução de parcelas anuais e o montante acumulado de juros e taxas lado a lado, o cenário técnico é implacável:

📊 1. Tabela SAC: O paradoxo do fluxo de caixa imediato:
A amortização constante é a preferida dos analistas de risco porque reduz o saldo devedor desde o primeiro mês. O montante de juros final é menor que o da Price. Mas há um preço: as parcelas anuais iniciais são as mais agressivas. Ela exige um caixa robusto na largada do projeto. Você tem fôlego para os primeiros 36 meses?

📉 2. Tabela Price: O conforto enganoso da linearidade:
A Price entrega parcelas iniciais mais baixas que a SAC, o que atrai muitos gestores pelo "conforto" no orçamento do ano 1. O erro de diagnóstico aqui é ignorar a curva do saldo devedor: você passa anos pagando quase que exclusivamente juros ao banco, enquanto a dívida principal mal se move. No longo prazo, o custo total do capital explode.

💎 3. Consórcio Estratégico: A alavancagem sem o spread bancário:
Na ponta do lápis, a ausência de juros compostos e a substituição pela taxa de administração diluída tornam o montante final do consórcio imbatível no custo seco do dinheiro. Mas, como boa prática de Corporate Finance, precisamos computar o custo de oportunidade. O consórcio não é um produto de balcão para quem precisa do ativo amanhã; é uma ferramenta de engenharia financeira para quem planeja expansão e alavancagem de patrimônio com previsibilidade.

O veredito da análise financeira: Não existe linha de crédito perfeita, existe linha de crédito adequada ao seu momento de balanço.

* Se você tem liquidez imediata e quer matar a dívida rápido: SAC.

* Se o projeto se paga no tempo e você precisa de parcelas previsíveis, aceitando pagar o prêmio do banco: Price.

* Se você joga o jogo do crescimento patrimonial estruturado e quer fugir do spread bancário: Consórcio.

Como gestor, investidor ou empresário: qual dessas três curvas faz mais sentido para a estrutura de capital da sua empresa hoje?

Vamos debater nos comentários. Qual estratégia você tem adotado?

Do papel amassado no campo ao Dashboard executivo: O verdadeiro fluxo da tomada de decisão Data-Driven 📊💡De onde vêm os ...
02/06/2026

Do papel amassado no campo ao Dashboard executivo: O verdadeiro fluxo da tomada de decisão Data-Driven 📊💡

De onde vêm os insights que reduzem custos operacionais e aumentam a produtividade de uma grande operação?

Spoiler: eles não começam no software de Business Intelligence de última geração. Eles começam na prancheta ou no diário de bordo de um operador de máquina no campo.

Há algum tempo, tive o desafio de gerenciar o fluxo completo de controle de produção e consumo para operações complexas (como os dashboards que desenvolvíamos para as mineradoras). O objetivo era claro: transformar dados brutos de viagens de caminhão, horímetros de escavadeiras e consumo de diesel em relatórios estratégicos para a diretoria e os clientes.

Nessa jornada, consolidei duas convicções fundamentais sobre a cultura de dados:

1️⃣ O Power BI é potente, mas o Excel é a escola do pensamento visual Muitos profissionais querem migrar direto para o Power BI sem antes entender como estruturar uma tabela dinâmica robusta, cruzar dados e limpar registros brutos no Excel. Dominar a criação de visuais e a modelagem básica no Excel é o maior facilitador para criar dashboards inteligentes no Power BI. Quem sabe o que quer extrair de uma célula no Excel, constrói visões muito mais estratégicas e performáticas no BI.

2️⃣ Tecnologia sem processo é apenas desperdício. Um dashboard brilhante é inútil se o dado que chega até ele for ruim ("garbage in, garbage out"). A verdadeira inteligência de dados exige um fluxo de trabalho claro e o treinamento contínuo de todo o time:

* Na ponta (Operadores): Conscientização e disciplina na anotação correta das informações de campo (horas de parada, motivos de quebra, volumes movimentados).

* No meio (Analistas Administrativos): Agilidade e rigor no lançamento, tratamento e cruzamento dessas planilhas diárias.

* No topo (Gestores e Clientes): Visualização clara dos indicadores (KPIs de frota, rendimento e faturamento) para uma tomada de decisão rápida e baseada em fatos, não em palpites.

Análise de dados não é sobre o software que você usa, mas sobre a consistência do processo e a capacidade de conectar o operacional ao estratégico. Quando o time entende o impacto da sua anotação lá no campo, a cultura data-driven finalmente se torna realidade.

Como funciona a cadeia de dados na sua empresa? O gargalo está na coleta da informação ou na interpretação dos visuais? Vamos debater nos comentários! 👇

Na mineração, o lucro está além das vendas do minério, mas também no bom controle de consumo, especialmente o Diesel.Olh...
01/06/2026

Na mineração, o lucro está além das vendas do minério, mas também no bom controle de consumo, especialmente o Diesel.

Olhando para este dashboard de desempenho de produção que desenvolvi, os números revelam a complexidade de uma operação de estração de minérios em escala:

* Consumo de Combustível: Mais de 1,67 milhões de litros de diesel consumidos entre carga e transporte.
* Tempo de Operação: Superamos 86 mil horas de equipamentos rodando em campo.

Como Engenheiro-Administrador, uma pergunta é: Como otimizar esses indicadores para garantir a margem?

Uma das respostas está na última coluna do dash: o impacto da D.M.T. (Distância Média de Transporte) na produtividade.

Vemos que a eficiência de carga cai de 5,60 para 1,74 quando a distância ultrapassa os 2km. Já no transporte, a eficiência cai pela metade (3,11 vs 1,59).

Saber que o Britador recebeu 2,68 milhões de toneladas é importante para o faturamento. Mas saber que o equipamento EH-05 é o mais eficiente na carga (1,70M toneladas) permite planejar manutenções e alocações de frota de forma preditiva.

Dados brutos são apenas arquivos. Dashboards integrados são ferramentas de guerra para reduzir o custo por tonelada e aumentar a competitividade da indústria nacional.

Sua operação sabe exatamente qual o custo em diesel de cada quilômetro extra percorrido pela frota hoje?

Do Minério ao Pão Francês: A Ciência de Dados não escolhe segmento.Muitos profissionais se especializam em um único nich...
27/05/2026

Do Minério ao Pão Francês: A Ciência de Dados não escolhe segmento.

Muitos profissionais se especializam em um único nicho. Eu escolhi me especializar na eficiência.

Neste dashboard de desempenho de vendas, saímos das toneladas de minério para o controle de milhões de itens de panificação. O desafio? Gerenciar um volume massivo com um ticket médio baixo, onde a margem está no controle absoluto do Mix de Produtos.

O que aprendemos com 6.3 milhões em vendas de pães?

1. A Força do Carro-Chefe: O Pão Francês domina com 1.12 milhão de reais. Em qualquer indústria, identificar e proteger o seu "Core Business" é vital para a sobrevivência do fluxo de caixa.

2. Capilaridade e Participação: Ver que a unidade 03 detém 47.86% do mercado enquanto a 01 tem 5.80% exige estratégias de logística e marketing totalmente distintas para cada PDV.

3. Ticket Médio vs. Volume: Com um ticket médio geral de R$ 9,32 na unidade 02, a gestão de perdas e a logística de entrega precisam ser cirúrgicas.

Minha trajetória como Engenheiro-Administrador me ensinou que os indicadores mudam, mas a necessidade de decisões baseadas em evidências é constante. Seja no governo ou na indústria de alimentos, o sucesso depende de transformar esses milhões de registros em estratégia pura.

Você está gerindo seu negócio por intuição ou pelo detalhe do seu Mix de Vendas?

Gestão de Complexidade: Do Pão ao Minério, da Energia ao Impacto Social.Nas últimas semanas, compartilhei aqui dashboard...
26/05/2026

Gestão de Complexidade: Do Pão ao Minério, da Energia ao Impacto Social.

Nas últimas semanas, compartilhei aqui dashboards de Mineração, Varejo de Alimentos, Terceiro Setor, Energia Elétrica, to be continue...

Pode parecer uma mistura eclética, mas para um Engenheiro-Administrador, o fio condutor é um só: a lógica de dados é universal.

* Seja gerindo 256 mil processos minerários na ANM.
* Seja auditando R$ 11,9 bilhões em subsídios elétricos.
* Seja otimizando um faturamento de R$ 250 milhões no setor imobiliário.

O que as organizações e o governo precisam hoje não são apenas especialistas em "nichos", mas gestores de sistemas complexos. Profissionais que saibam ler um dashboard, entender a regulação e aplicar a solução técnica que maximize o resultado líquido.

Acredito que a versatilidade, aliada ao rigor técnico, é a chave para os novos desafios que 2026 e + nos reserva.

Qual é a métrica que hoje tira o sono da sua diretoria?

Vamos conversar sobre como os dados podem resolvê-la.

Transparência não é apenas acesso. É clareza.A Lei da Transparência (Lei 12.527/11) nos deu o mapa, mas não nos ensinou ...
23/05/2026

Transparência não é apenas acesso. É clareza.

A Lei da Transparência (Lei 12.527/11) nos deu o mapa, mas não nos ensinou a navegar. Hoje, graças aos instrumentos legais, temos acesso a oceanos de dados, como os R$ 72,3 bilhões arrecadados pela CFEM ou a distribuição de mais de 256 mil processos minerários pelo Brasil.

Mas aqui entra o dilema: Legal vs. Moral.

1. O Legal: Cumprir a lei e "subir" o arquivo bruto em um portal. O dado está lá, público, porém muitas vezes mudo para quem não tem o olhar técnico.

2. O Moral: É o compromisso de quem analisa. É transformar o "mar de informações" em painéis inteligíveis que permitam o controle social e a gestão eficiente.

Navegar é preciso, mas com bússola técnica.
Como Engenheiro-Administrador, entendo que um dado isolado é apenas ruído. Quando um dashboard cruza informações da arrecadação com as fases de licenciamento e concessão, não cumpre apenas uma formalidade técnica, mas exerce o papel de tradutor da transparência.

A lei nos dá o direito de saber, mas a competência técnica nos dá o poder de agir. Seja auditando as contas de R$ 2,1 milhões de uma instituição do terceiro setor ou monitorando o inventário de ativos de R$ 2,82 milhões em uma indústria, o objetivo é o mesmo: Gerar verdade através da clareza.

Você está apenas "distribuindo" dados ou está realmente sendo transparente?

Ativos parados ou Capital Inteligente? O que o seu inventário diz sobre o seu ROI.Muitas vezes, o foco da gestão está ap...
21/05/2026

Ativos parados ou Capital Inteligente? O que o seu inventário diz sobre o seu ROI.

Muitas vezes, o foco da gestão está apenas na "venda", mas o lucro real costuma estar escondido no Inventário de Ativos.

Ao desenvolver este dashboard de controle, mapeei 777 ativos totalizando R$ 2,82 milhões em valor imobilizado. O indicador que salta aos olhos é o Retorno sobre Ativos (ROA), que neste cenário apresenta um desafio de otimização.

O que aprendemos aqui?

1. Visibilidade é Tudo: Saber que temos desde fatiadoras de frios até veículos e imóveis centralizados permite uma gestão de manutenção preditiva mais barata.

2. Saúde dos Itens: Monitorar que parte dos itens está apenas em estado "razoável" (331 itens) pode evitar paradas inesperadas na operação.

3. Gestão de Estoque: Com 20 mil itens em giro, o erro de 1% pode significar milhares de reais em desperdício.

A engenharia administrativa permite transformar um "depósito de máquinas" em uma unidade de lucro.

Você sabe exatamente qual é o retorno sobre cada real imobilizado na sua operação hoje?

Endereço

RodoVia Francisco José Ayub, 2030, CX PST 28
Salto De Pirapora, SP
18160000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
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