16/04/2026
Nos modelos atuais, o tributo é embutido no preço da venda, circula junto com o valor da operação e é recolhido pela empresa em um momento posterior. Com o Split Payment, esse intervalo deixa de existir. No momento em que o pagamento é processado, o sistema separa automaticamente o valor do imposto e o direciona ao Fisco. A empresa recebe apenas o valor líquido, sem intermediação.
Esse novo modelo será operacionalizado de forma totalmente digital, integrado à emissão da Nota Fiscal eletrônica e aos principais meios de pagamento, como PIX, boletos e cartões. Um "motor de apuração" calculará e distribuirá os tributos em tempo real, com base nas regras aplicáveis a cada operação.
⚠️ Os pontos que merecem atenção imediata:
🔹 O valor do imposto deixa de circular internamente, o que afeta diretamente o fluxo de caixa e o capital de giro
🔹 A adoção do modelo pode gerar acúmulo de créditos tributários, o chamado trapped cash
🔹 Sistemas de ERP, contas a pagar e a receber precisarão ser revisados para suportar a nova lógica
🔹 Empresas sem base de dados consistente correm risco de inconsistências fiscais e perda na recuperação de créditos
O período de transição está previsto entre 2026 e 2033.
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