18/06/2026
A flexibilidade do trabalho remoto veio para f**ar, mas a informalidade com que muitas empresas lidam com isso é uma bomba-relógio jurídica.
É muito comum o dono da empresa combinar verbalmente com o funcionário: "A partir de amanhã, você pode trabalhar de casa, tudo bem?". O colaborador agradece, leva o notebook e a operação continua. O que parece uma relação de confiança é, na verdade, um passivo trabalhista sendo construído dia após dia.
Pela lei trabalhista, o teletrabalho exige um aditivo no contrato assinado por ambas as partes. Sem regras claras documentadas sobre quem arca com os custos de energia e internet, ergonomia da cadeira e, principalmente, sobre o controle da jornada de trabalho, a empresa f**a totalmente vulnerável.
Em uma eventual rescisão, a ausência desse contrato formal abre margem para o funcionário cobrar horas extras (já que não havia controle oficial de ponto) e reembolso por despesas estruturais da própria casa.
O RH da sua empresa documenta todas as alterações de regime ou vocês operam baseados no "boca a boca"? 👇