16/07/2026
R$ 2 bilhões.
Esse foi o investimento do governo no desenvolvimento da infraestrutura tecnológica que dará suporte ao split payment, um dos pilares da Reforma Tributária.
A expectativa é que esse sistema seja capaz de processar cerca de 70 bilhões de documentos fiscais por ano, com uma capacidade estimada de até 170 vezes superior à do Pix.
Mas o que isso significa na prática?
Com o split payment, no momento em que uma venda é realizada, o sistema identifica a nota fiscal, calcula automaticamente os tributos da CBS e do IBS e direciona a parcela correspondente diretamente aos cofres públicos, antes mesmo que o valor total da venda seja creditado para a empresa.
Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é reduzir a sonegação, combater a inadimplência e tornar a arrecadação mais eficiente.
Para as empresas, no entanto, a mudança vai muito além da forma de pagar impostos.
Ela altera a dinâmica do fluxo de caixa.
Hoje, muitas empresas utilizam o período entre o recebimento da venda e o recolhimento dos tributos para financiar a operação, pagar fornecedores, folha de pagamento e outras despesas do dia a dia.
Com o split payment, esse intervalo tende a desaparecer, já que a empresa passará a receber apenas o valor líquido da venda.
A implementação está prevista para começar em 2027, inicialmente nas operações entre empresas (B2B), com transição gradual até 2033.
Será essencial adaptar o planejamento financeiro para essa nova realidade.
Se você quer entender como a Reforma Tributária pode impactar o caixa da sua empresa e como se preparar desde já, clique no link da bio ou envie uma mensagem no direct.